A Saga do Paciente com Dor e o Fisioterapeuta
- Dr. Paulo Roberto Costa

- 15 de nov.
- 4 min de leitura

A dor e suas múltiplas faces
Umas das coisas que mais atormentam o ser humano é a dor. Em qualquer forma que se manifeste. Dor da alma, do físico, de consciência. Até aquela famosa “dor de cotovelo”. Mas aqui, vou me ater à dor com a qual eu me deparo todos os dias: a dor física.
Uma dor que traz incapacidade, que paralisa, que faz chorar ou que não permite ao atleta ter seu melhor desempenho esportivo. Pode também diminuir a produtividade no trabalho ou causar até um afastamento.
E quando esse paciente não encontra o cuidado nos serviços de saúde, isso pode afetar psicologicamente alguns por causas das mais diversas e que, muitas das vezes, faz com que surjam ciclos e mais ciclos de dor que fazem com que esse paciente não saiba o que fazer diante dessa situação e literalmente vagueie procurando a solução, o que demora a vir em boa parte dos casos.
É uma travessia que varia de paciente para paciente, uma história diferente da outra, que deve ser conduzida segundo a característica individual.
O papel do fisioterapeuta na orientação do paciente
E cabe ao fisioterapeuta que recebe em sua clínica ou consultório, ou até mesmo o atende na residência do paciente, estar apto a orientá-lo para que ele tenha acesso à melhor informação relacionada ao seu acometimento.
Como a ciência define e compreende a dor
Segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), a dor é definida como uma "experiência sensorial e emocional desagradável associada a, ou semelhante àquela associada a, dano tecidual real ou potencial". Pelo fato de ser uma experiência subjetiva, a dor é sempre vivenciada de forma individual e sua compreensão é aprendida por meio de experiências.
A dor é uma experiência muito mais complexa do que apenas “sentir algo doendo”. Ela envolve tanto a sensação física quanto as respostas emocionais que acompanham esse desconforto. Pode surgir em situações de dano tecidual real — como uma lesão — ou até mesmo diante de uma ameaça de dano, quando o corpo entende que algo pode machucá-lo, mesmo que isso ainda não tenha acontecido.
Essa percepção é influenciada por diversos fatores físicos, psicológicos e sociais, o que explica por que cada pessoa sente e reage à dor de maneira diferente. O estado emocional, o ambiente, o estresse e até experiências passadas podem alterar a forma como o corpo interpreta os sinais dolorosos.
Além disso, é importante entender que a dor pode existir mesmo sem uma lesão aparente, como ocorre em algumas condições clínicas. Isso reforça o quanto ela é uma vivência subjetiva e multifatorial — e o quanto merece ser compreendida com atenção e empatia.
O direito do paciente à informação e à orientação adequadas
Você, como paciente com dor, tem o direito de entender o que ocorre em sua saúde e o que está provocando esse desconforto.
E para uma compreensão melhor do que está acontecendo, há a necessidade de você sempre buscar a melhor informação, junto a um profissional habilitado e que possa, de fato, baseado nas melhores práticas no manejo da dor, ser mais bem avaliado, recebendo o tratamento mais adequado em todo o processo do tratamento, que envolve, além de técnicas ou equipamentos, educação em dor e muita informação. Assim, é possível que você retome as atividades de sua vida.
A importância da Fisioterapia no controle e na recuperação da dor
E a Fisioterapia tem um papel importante no processo de alívio da dor e, consequentemente, da função, pois é uma ciência que avalia, diagnostica e prescreve condutas fisioterapêuticas que vão de encontro ao restabelecimento da funcionalidade do paciente, com evidência robusta de suas técnicas e procedimentos.
Hoje, sabemos que exercício físico associado a outras técnicas disponíveis na Fisioterapia funciona eficazmente como tratamento não farmacológico, evitando assim o uso de medicamentos que, em boa parte das vezes, não são o melhor caminho no controle da dor.
Com isso, podemos afirmar que, por meio dos exercícios bem orientados pelo fisioterapeuta e com adequações nos hábitos de vida, que possam estar servindo de matriz da dor, faz com que o paciente ganhe tempo, reduza os custos em tratamentos ineficazes ou de baixa eficácia e ainda aprenda, por meio da educação em dor, a reconhecer os primeiros sinais de seu quadro, quando este vier a ocorrer e, assim, ele controla melhor a dor, o que representa mais autonomia que o autocuidado oferece.
O fisioterapeuta como profissional de primeiro contato
O fisioterapeuta é um profissional de primeiro atendimento e pode perfeitamente ajudá-lo com seu tratamento, com orientações assertivas para o seu caso, esclarecendo e desmistificando crenças e dúvidas acerca deste fenômeno que é a dor, ainda tão desconhecido com mais profundidade pela maioria da população.
A travessia da dor e o cuidado acolhedor no Instituto NeuroAlpha
Viver com dor é uma verdadeira travessia. Cada dia traz desafios, incertezas e, muitas vezes, a sensação de não ser compreendido. Mas você não precisa enfrentar isso sozinho.
No Instituto NeuroAlpha, acreditamos que a dor vai muito além do corpo — ela envolve sentimentos, emoções e histórias de vida. Eu, Dr. Paulo Roberto Costa, dedico meu trabalho a compreender essa dor em todas as suas dimensões, unindo ciência, empatia e cuidado humano.
Meu propósito é caminhar ao seu lado, oferecendo um tratamento que acolhe, escuta e busca, junto com você, o caminho para uma vida com mais movimento, leveza e bem-estar.
Um grande abraço do Dr. Paulo Costa
👨⚕️ Sobre o autor
Dr. Paulo Roberto Costa é fisioterapeuta ortopédico e esportivo, com ampla experiência no cuidado de pacientes em diferentes contextos clínicos e esportivos, em especial no controle da dor. Diretor do Instituto NeuroAlpha, atua com uma abordagem baseada em ciência, empatia e educação em dor, ajudando pessoas a reconquistarem movimento, autonomia e qualidade de vida.
💬 “A cura que está nas mãos vem do coração.” – Dr. Paulo Roberto Costa





Excelente texto por ser esclarecedor!